sábado, 11 de janeiro de 2025

Fagner celebra 50 anos de carreira com show, relembra momentos marcantes e comenta fama de briguento

O cearense revisita sua extensa obra para apresentação em Fortaleza e admite que, apesar de fazer menos shows, é no palco onde gosta de estar
Escrito por Redaçãodiario
09 de Janeiro de 2025 - 07:00


Que nem tu


Raimundo Fagner

Legenda: Aos 75 anos, contou sobre sonhos realizados e parcerias que marcaram sua trajetória em entrevista ao Que Nem Tu
Foto: Foto: Thiago Gadelha

Um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, Raimundo Fagner comemora presente, passado e futuro no palco. O menino que nasceu em Fortaleza, mas cresceu em Orós, sabe da grandiosidade de seu legado e aproveita para cantá-lo em mais um show comemorativo de 50 anos, na capital cearense. Às vésperas de se entregar a um público que faz questão sempre de esgotar rapidamente os ingressos de suas apresentações, o cantor, compositor, produtor e craque do futebol- como gosta de ressaltar- mergulhou em sua história no episódio desta quinta-feira (9) do Que Nem Tu.

Fagner lembrou do início da carreira, quando abandonou a faculdade de arquitetura para se dedicar à música e passou por dificuldades financeiras no Rio de Janeiro. Falou sobre a conturbada relação com um de seus grandes parceiros musicais, Belchior, e também como acabou conhecendo Tim Maia, que considera seu grande mestre, e Elis Regina.

"Todo mundo pode saber da dificuldade que eu tive com o Belchior, fora das quatro linhas da música. Ele foi pra mim dos maiores gênios. Mas a gente era muito irmão, e pessoalmente não foi esse sucesso. Mas foi até melhor , se a gente fosse amigo demais, não tivesse feito merda nenhuma, né?", comenta sobre o parceiro que divide os sucessos "Mucuripe" e "Noves Fora".

Daquele início, o cearense também lembra de Tim chegando com seu carro e pedindo ao jovem artista que colocasse suas compras no carro. A relação foi se agigantando e Fagner até comenta que sua fama de briguento vem, entre outras coisas, das orientações de Tim Maia. "O meu padrinho foi o Tim Maia, meu conselheiro era o Tim Maia. [Ele me disse] a gente chega na porta do André Bidani, chuta logo aquela porra daquela porta. Eu chutei a porta do André Bidani. É o conselho do Tim", brinca.

No entanto, Fagner reconhece que há mais para essa mistura explosiva. Ele justifica que sua geração ficou rotulada como uma "geração de briga". Mas no sentido ideológico de lutar pelo que acredita. Soma-se a isso ao fato de se entregar muito emocionalmente ao que faz e também por ser "temperamental", como ele mesmo considera.

Falar o que quer custou a ele um preço na carreira. Seu posicionamento político sempre declarado chegou a lhe prejudicar, analisa. Mas se perguntado se faria diferente, ele é categórico "Não". Tanto que ate brinca com a recente declaração de Gustavo Lima sobre ser candidato da presidencia . "Eu acho que isso deve ser fake dele mesmo. Eu sei que o Gustavo pensa muito alto. Ele tem uma viagem diferente. Eu não acho uma boa pra ele não". Fagner confirma que já recebeu muitos convites para se candidatar. De prefeito de Orós a governador do Ceará. Nenhuma vez o convite lhe brilhou os olhos.

O artista relembrou ainda o momento em que seu pai, o libanês José Fares, o viu em um show no teatro São Luiz e quando ele se emocionou com o que o filho tinha conquistado durante uma solenidade. "Tava toda nata cearense, que ele chegou e nego viu que ele era meu pai... Foi a maior emoção que eu vi desse cara. Ele ficou vermelho. Foi muito incrível esse dia. Ele ficou super orgulhoso".

Apaixonado por futebol, ele fez questão de falar que é um craque em campo. Relembrou que chegou a treinar com a Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo e também relatou seu amor pelo Fortaleza Sport Clube. Fagner chegou a contar que até o técnico Juan Pablo Vojvoda chegou a pedir um video seu para um parente na Argentina.

Escrito por Redação
09 de Janeiro de 2025 - 07:00
Legenda: Aos 75 anos, Raimundo Fagner contou sobre sonhos realizados e parcerias que marcaram sua trajetória em entrevista ao Que Nem Tu
Foto: Foto: Thiago Gadelha

Um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, Raimundo Fagner ComemoraPresente, passadoefuturo no palco no palco. O menino que nasceu em Fortaleza, mas cresceu em Orós, sabe da grandiosidade de seu legado e aproveita para cantá-lo em mais um show comemorativo de 50 anos, na capital cearense. Às vésperas de se entregar a um público que faz questão sempre de esgotar rapidamente os ingressos de suas apresentações, o cantor, compositor, produtor e craque do futebol- como gosta de ressaltar- mergulhou em sua história no episódio desta quinta-feira (9) do Que Num Tu.

Fagner lembrou do início da carreira, quando abandonou a faculdade de arquitetura para se dedicar à música e passou por dificuldades financeiras no Rio de Janeiro. Falou sobre a conturbada relação com um de seus grandes parceiros musicais, Belchior, e também como acabou conhecendo Tim Maia, que considera seu grande mestre, e Elis Regina.

"Todo mundo pode saber da dificuldade que eu tive com o Belchior, fora das quatro linhas da música. Ele foi pra mim dos maiores gênios. Mas a gente era muito irmão, e pessoalmente não foi esse sucesso. Mas foi até melhor , se a gente fosse amigo demais, não tivesse feito merda nenhuma, né?", comenta sobre o parceiro que divide os sucessos "Mucuripe" e "Noves Fora".

Daquele início, o cearense também lembra de Tim chegando com seu carro e pedindo ao jovem artista que colocasse suas compras no carro. A relação foi se agigantando e Fagner até comenta que sua fama de briguento vem, entre outras coisas, das orientações de Tim Maia. "O meu padrinho foi o Tim Maia, meu conselheiro era o Tim Maia. [Ele me disse] a gente chega na porta do André Bidani, chuta logo aquela porra daquela porta. Eu chutei a porta do André Bidani. É o conselho do Tim", brinca.

No entanto, Fagner reconhece que há mais para essa mistura explosiva. Ele justifica que sua geração ficou rotulada como uma "geração de briga". Mas no sentido ideológico de lutar pelo que acredita. Soma-se a isso ao fato de se entregar muito emocionalmente ao que faz e também por ser "temperamental", como ele mesmo considera.

Fagner faz show comemorativo, anuncia projetos e celebra atual fase: "Refazendo a história"


O artista relembrou ainda o momento em que seu pai, o libanês José Fares, o viu em um show no teatro São Luiz e quando ele se emocionou com o que o filho tinha conquistado durante uma solenidade. "Tava toda nata cearense, que ele chegou e nego viu que ele era meu pai... Foi a maior emoção que eu vi desse cara. Ele ficou vermelho. Foi muito incrível esse dia. Ele ficou super orgulhoso".

O Povo.com.br

“Raimundo Fagner – 50 Anos” fará um apanhado da imensa carreira do cantor e compositor cearense

por Redação Tribuna do Norte
14 de janeiro de 2025


Foto: Evaldo Gomes

O nome mais popular do “pessoal do Ceará” continua cantando sua história para um número imenso de fãs. O show “Raimundo Fagner – 50 Anos” fará um apanhado completo da imensa carreira do cantor, compositor e produtor cearense, em apresentação nos dias 17 e 18 (sexta e sábado), às 21h, no Teatro Riachuelo. O repertório vai abranger décadas da história do artista, desde o experimentalismo dos anos 70 até o romantismo dos anos 90, passando por músicas novas.

Fagner estará acompanhado no palco pelos músicos Stênio Gonçalves (guitarra), Netinho Sá (contra-baixo), Tiago Almeida (teclados e escaleta), Freitas Filho (acordeon) e Robinho (bateria). Será um repertório variado, com sucessos que fazem parte dos 50 anos de carreira, algumas composições novas o público já conhece, e um passeio por outras canções que provocam uma total interação com a plateia.

Entre as músicas programadas para o show estão clássicos como “Canteiros”, “Fanatismo”, “Revelação”, “Quem me levará sou eu”, “Mucuripe”, “Asa Partida”, “Espumas ao vento”, “Romance no deserto”, “Guerreiro menino”, “Borbulhas de amor”, “Noturno (coração alado)”, “Deslizes”, “À sombra de um vulcão”, entre outros sucessos.

Raimundo Fagner segue caminhos diferentes em uma bem sucedida missão de trazer a cultura nordestina e cearense para o Brasil e exterior em seus trabalhos e parcerias, se tornando um dos artistas mais versáteis e premiados da MPB. A amizade com Belchior, Jorge Mello, Rodger Rogério, Ednardo e outros artistas criou o movimento “Pessoal do Ceará”, que trouxe outras sonoridades para dentro da nova música brasileira que se fazia nos anos 70.

O trabalho de Fagner como produtor na gravadora CBS (atual Sony Music) nos anos 80 foi decisivo para revelar grandes nomes da MPB como Zé Ramalho, Elba Ramalho, Amelinha e Robertinho de Recife, entre outros. Autor de clássicos como “Canteiros” e “Mucuripe” – parceria dele com Belchior, cantada por Elis Regina e eternizada por Roberto Carlos – consagrou-se como compositor logo no começo da carreira.

Eterno torcedor do time do Fortaleza, o músico lançou vários discos (um pouco mais de 40 álbuns), alguns em língua espanhola, e outros projetos em parceria com Luiz Gonzaga, Ney Matogrosso, Belchior, Zé Ramalho e Zeca Baleiro, um projeto de gravação de serestas, e também gravou músicas em parceria com Elba Ramalho.

Serviço:
Show “Raimundo Fagner – 50 Anos”. Dias 17 e 18, às 21h, no Teatro Riachuelo. Vandas na bilheteria ou site Uhuu.com


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