Por Daniela Pinheiro
Nascimento de Louise Brown, o primeiro bebê de proveta
1 - Brincando com Deus
No decorrer do século, a discussão ética e religiosa sobre o avanço da ciência foi uma constante. Argumenta-se que o homem se envolve com seus avanços nos desígnios divinos e discute-se até onde a ciência deve interferir no mistério da vida.
Em 1978, falava-se sobre o perigo de a inseminação artificial desagregar a família e de a ciência criar uma sociedade de clones. Hoje, 75.000 bebês já nasceram pela fertilização in vitro.
- Escolha do sexo dos bebês
A polêmica se deve à possibilidade de desequilíbrio populacional entre homens e mulheres. Dos primeiros 111 bebês que nasceram pelo Microsort - o processo para escolha do sexo do embrião -, 83 eram mulheres.
- Identificação de doenças tardias em crianças através do DNA
Na comunidade acadêmica, a discussão que se coloca é: de que vale saber que um bebê vai sofrer do mal de Alzheimer quando chegar aos 80 anos? O risco, teme-se, é que a criança acabe sendo discriminada.
- Manipulação genética de embriões
O temor é que a ciência crie uma espécie de "raça superior", com características que se acreditam ser melhores do que outras.
- Clonagem da ovelha Dolly
Até hoje, o medo ainda é a clonagem humana. Por segurança, em Israel, na Austrália, na China e na maioria dos países europeus, a experiência com seres humanos está proibida.
2 - O Código da vida e da morte
- A genética saiu do laboratório para ajudar no cotidiano
- Investigações criminais
A partir de uma amostra de tecido humano deixado no local do crime ou na vítima, a polícia consegue mapear o DNA do bandido e compara com o material colhido do suspeito. Cerca de 30% dos crimes sexuais em todo o mundo são elucidados pelo exame de DNA. A possibilidade de erro é de uma em 1 bilhão.
- Alimentos
A engenharia genética inventou produtos mais resistentes e nutritivos e os batizou de transgênicos. Há o tomate que dura cinco semanas, a uva sem caroço e as batatas que matam besouros. Nos EUA, mais da metade da produção de soja é transgênica.
- Teste antidoping
Com uma amostra de sangue ou cabelo, os laboratórios fazem um exame capaz de identificar o consumo de entorpecentes até mesmo se ele tiver ocorrido há 20 anos. Empresas americanas e instituições esportivas já fazem o exame compulsoriamente.
- Reconhecimento de paternidade
Retira-se uma amostra de sangue do filho, da mãe e do suposto pai. Na análise do DNA, comparam-se quantas vezes a sequência do código genético se repete no DNA do filho e no do pai. Quanto maior a coincidência, maior a chance da paternidade. No Brasil, são feitos 6.000 testes por ano.
Por Daniela Pinheiro
Publicado na revista Veja - 2000
- A genética saiu do laboratório para ajudar no cotidiano
- Investigações criminais
A partir de uma amostra de tecido humano deixado no local do crime ou na vítima, a polícia consegue mapear o DNA do bandido e compara com o material colhido do suspeito. Cerca de 30% dos crimes sexuais em todo o mundo são elucidados pelo exame de DNA. A possibilidade de erro é de uma em 1 bilhão.
- Alimentos
A engenharia genética inventou produtos mais resistentes e nutritivos e os batizou de transgênicos. Há o tomate que dura cinco semanas, a uva sem caroço e as batatas que matam besouros. Nos EUA, mais da metade da produção de soja é transgênica.
- Teste antidoping
Com uma amostra de sangue ou cabelo, os laboratórios fazem um exame capaz de identificar o consumo de entorpecentes até mesmo se ele tiver ocorrido há 20 anos. Empresas americanas e instituições esportivas já fazem o exame compulsoriamente.
- Reconhecimento de paternidade
Retira-se uma amostra de sangue do filho, da mãe e do suposto pai. Na análise do DNA, comparam-se quantas vezes a sequência do código genético se repete no DNA do filho e no do pai. Quanto maior a coincidência, maior a chance da paternidade. No Brasil, são feitos 6.000 testes por ano.
Por Daniela Pinheiro
Publicado na revista Veja - 2000
22/12/1999
Século 20
Saúde
Especial
Saúde
Especial


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