https://br.depositphotos.com
Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 18 de março de 2018
Aos Domingos
Caderno 2
É a forma branda e pura com que muitas pessoas tratam os seus semelhantes, os amigos e, até os passantes que, de inopino, com elas cruzam. A delicadeza é ínsita aqueles que pensam, mais nos outros do que em si mesmos; que os amam gratuitamente; que convivem com pessoas ilustres sem olvidar os mais humildes.
Há pessoas que cultivam a vaidade, que se julgam mais brilhantes que as estrelas, que refutam conviver com os mais simples; que estão acima dos desprovidos de recursos. A sua vaidade é tamanha que guardam no seu eu, a indelicadeza, propiciando às pessoas entreolharem-se, quando esta se aproxima, causando mal-estar aos presentes, por reprimir as suas expansões naturais.
A indelicadeza, ao falar-lhe, não capita ser a atenção recebida forçada, nem o repúdio aos elogios dispensados a si mesma, nem as críticas feitas aos demais, sem admitir sequer, constetação.Por isso, a plateia, quando pode, foge dela.
O presunçoso nunca é delicado, nem amável. Estes pendores são provas da 'delicadeza pura'que sempre conserva a dignidade no seio das respeitosas demonstrações feitas sem afetação. Esta espécie de delicadeza jamais se avilta na adulação.
Os estudiosos atribuem várias qualidades à 'delicadeza'', dentre tantas estão: 1 - Qualidade de delicado, como firmeza, tenuidade, igual à "Delicadeza dos Ramos; 2 - Suavidade e leveza, como 'Delicadeza do Vinho'; 3 - Sensibilidade, sutileza e finura, como 'Delicadeza do Espírito'; 4 - Sagacidade, perspicácia e cortesia, como 'Delicadeza Intelectual'.
A delicadeza é tudo isto e muito mais: é esmero, mimo, brandura, afabilidade e ternura.
Onélia Queiroga
Escritora e Professora de Ciências Jurídicas da Faculdade de Direito da UFPB.
Edição de 18 de março de 2018
Aos Domingos
Caderno 2

Nenhum comentário:
Postar um comentário